quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo

Com sabor de fruta mordida

Nós na batida, no embalo da rede

Matando a sede na saliva


Ser teu pão, ser tua comida

Todo amor que houver nessa vida

E algum trocado pra dar garantia



E ser artista no nosso convívio

Pelo inferno e céu de todo dia

Pra poesia que a gente não vive

Transformar o tédio em melodia



Ser teu pão, ser tua comida, todo amor que houver nessa vida, e algum veneno antimonotonia



E se eu achar a tua fonte escondida

Te alcanço em cheio, o mel e a ferida

E o corpo inteiro como um furacão

Boca, nuca, mão e a tua mente não


Ser teu pão, ser tua comida, todo amor que houver nessa vida, e algum remédio que me dê alegria


Frejat/Cazuza

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