terça-feira, 25 de dezembro de 2007




_Ai de mim meu esposo, senhor, amado, amigo
vais embora...
Manda notícias sempre,a toda hora
pois num minuto só da tua ausência
há dias e mais dias de existência.



Crês que algum dia ainda nos veremos?




_ Sim. Sim.


Não deixarei passar um só momento


sem te mandar contar o meu tormento


E tudo que hoje nós sofremos.
Essa tristeza, essa amargura.
Serão nosso assunto em conversas futuras.

_Oh meu Deus! Tenho n'alma um mal pressentimento.
Ou o meu olhar me engana, ou estás lívido!

_ Teus olhos me vêem assim. Assim te vêem os meus.



É a dor que bebe o nosso sangue!"




— Oh Fortuna, Fortuna!
Os homens todos de inconstante te chamam.
Se inconstante fores, mesmo, que tens a ver com ele, pela fidelidade tão famoso?
Sê inconstante, fortuna, pois espero que
em vez de o seqüestrares muito tempo, logo o farás voltar




Romeu e Julieta


William Sheakespeare







A noite estava assim enluarada, quando a voz

Já bem cansada

Eu ouvi de um trovador

Nos versos que vibravam de harmonia, ele em

Lágrimas dizia

Da saudade de um amor

Falava de um beijo apaixonado, de um amor

Desesperado, que tão cedo teve fim

E, dos seus gritos e lamentos, eu guardei no pensamento

Uma estrofe que era assim:




"Lua,


vinha perto a madrugada,


quando, em ânsias, minha amada


Em meus braços desmaiou.


E o beijo do pecado


Em seu véu estrelejado


A luzir glorificou




Lua,


hoje eu vivo tão sozinho,


ao relento, sem carinho


Na esperança mais atroz,


De que cantando em noite linda


Esta ingrata, volte ainda,


escutando a minha voz


A estrofe derradeira merencórea


revelava toda a história


de um amor que não morreu.


E a lua que rondava a natureza,


Solidária com a tristeza


Entre as nuvens se escondeu."




Cantor! que assim falas à lua, minha história é igual à tua


Meu amor também fugiu.


Disse eu ais convulsos.


Ele, então, entre soluços toda a estrofe repetiu:




"Lua ..."




Última estrofe.

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