sábado, 19 de janeiro de 2008

Solidão, que nada.




Cada aeroporto
É um nome num papel
Um mesmo rosto
Atrás do mesmo véu

Alguém me espera
E adivinha no céu
Que meu novo nome é
Um estranho que me quer

E eu quero tudo
No próximo hotel
Por mar, por terra
Ou via Embratel

Ela é um satélite
E só quer me amar
Mas não há promessas, não
É só um novo lugar

Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada!
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada!
Solidão, que nada...

Cazuza
Nilo Roméro
George Israel

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